quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Realidade vs. Publicidade

Malditos publicitários!

McDonald's Big Tasty
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Perdigão Pizza de Chester Apreciatta
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Sadia Hot Pocket X-Burger
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Sadia Hot Pocket Frango com Requeijão
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Carrefour Panetonne Linha Viver Light
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Habib's Double Habib's
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Hershey's Cookies 'n' Creme MAX +Cookies
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Giraffas Petit Gâteau de Limão
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Cacau Show Cookies com Gotas de Chocolate
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Bauducco Chocottone Maxi
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Perdigão Lasanha à Bolonhesa Apreciatta
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Ragazzo Risoto Funghi
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Pullman Bolo Recheado Romeu e Julieta
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Habib's Esfiha de Carne
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Bauducco Goiabinha
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Pullman Rocambole
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Os gráficos da Data Byte

Criada pela agência Hifi, essa campanha da Data Byte é no mínimo, curiosa. Achei o apelo meio forçado, quase pretencioso demais se levarmos em conta o produto em questão. Agora pense o seguinte, se considerarmos o universo de não clientes do anunciante, podemos afirmar que estamos cercados de panacas, vacilões e bobões. Não sei se é a melhor abordagem, mas, é só um pitaco.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Na Casa Do Mamãe

A partir de hoje este blogueiro torna-se o novo integrante da casa mais cuiabana da internet. A convite do amigo e publicitário Leandro Magalhães, aceitei - com imensa satisfação, diga-se de passagem - contribuir para o blog "Na Casa Do Mamãe", que dentre outros assuntos, retrata singularidades da nossa querida e hospitaleira Cuiabá. Agradeço imensamente ao Leandro e aproveito para convidar a todos do "Louco não, publicitário" a visitarem essa minha nova casa.
Ah, um Ctrl+D é sempre bem-vindo.

Filme com publicitário: Intriga Internacional

E assim como em “Kramer vs. Kramer”, o filme com publicitário da vez refere-se a um publicitário das antigas – e dessa vez fomos longe, 1959. Desenvolvendo suas ideias em Nova York, Roger Thornhill (Cary Grant), é confundido com agente do governo norte-americano, envolvido em assassinato, e passa a viver uma perigosa perseguição até provar sua inocência. E para melhorar, a direção é de nada mais nada menos que Alfred Hitchcock, o eterno mestre do suspense.

O filme é uma sequência de desventuras de Roger, que agrada do 1º ao 136º minuto. A cena em que ele é caçado por um avião é completamente fantástica – guardada as devidas proporções, é claro. O final ainda reserva uma daquelas perseguições angustiantes que fazem o filme valer a pena. Falando nisso, o final é 100% excelente, com o Monte Rushmore (aquela montanha com os rostos de quatro presidentes dos Estados Unidos) como pano de fundo.

Como li em uma crítica, a marca principal de "Intriga Internacional" é a forma como Hitchcock desenvolve o nível de tensão, num filme repleto de emoção e reviravoltas. O grande mestre trabalha como um verdadeiro arquiteto: cada cena, cada diálogo é muito bem estudado, antes de ter a versão final.

Refinado, inocente, bem-sucedido e esperto, o publicitário é claramente um tipo diferenciado. Logo no princípio do filme ele diz: “No mundo da publicidade não existe mentira, apenas exagero.” De qualquer forma, é curioso analisar a vida de um publicitário que precisava recorrer ao telegrama de vez em quando. E a passagem que mais chama a atenção, sem dúvidas, é quando Eve Kendall (Eva Marie Saint), diz a Roger: “É muito esperto com as palavras, pode provavelmente fazer com elas o que bem entender. Vender às pessoas coisas que elas não precisam, fazer com que uma mulher que não o conheça se apaixone por si.” E ele responde: “Estou começando a achar que sou mal pago.” A guerra é um inferno, mesmo quando é fria.

Elenco:
Cary Grant Roger O. Thornhill
Eva Marie Saint Eve Kendall
James Mason Phillip Vandamm
Jessie Royce Landis Clara Thornhill
Leo G. Carroll The Professor
Josephine Hutchinson Mrs. Townsend
Philip Ober Lester Townsend
Martin Landau Leonard

Título original: North By Northwest
Direção: Alfred Hitchcock
Gênero: Suspense
Origem: Estados Unidos
Ano: 1959
Duração: 136 minutos
Estúdio: MGM
Trailer: clique aqui
Site: -

:: Nota do blogueiro: 9.3
Por quê?
Por Deus! Estamos falando de um dos melhores filmes do diretor inglês. E mesmo que o profissional de publicidade em questão esteja a anos-luz do que conhecemos hoje, “Intriga Internacional” é uma obra de arte que merece todos, eu disse todos, os nossos créditos. Simplesmente assista, é hipnotizante.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Piauí também é aqui_38

E não é que a categoria “Piauí também é aqui” chegou ao segundo post? Ainda não recebi a minha 38ª edição, a expectativa é que chegue até o fim do dia, no máximo amanhã, já que a data oficial de lançamento é hoje, 9 de novembro. Pela 5ª vez, uma capa num tom de azul, e pela 3ª vez, letras coloridas para o nome da revista.

O vídeo segue a linha dos anteriores, um stop motion engraçadinho que realmente convida à leitura. Por questões óbvias, fiquei deveras curioso para ler esse artigo do fumante que foi contratado para fazer o marketing da lei antifumo. Deve ser mais um daqueles apetitosos textos bem ao estilo Piauí de ser. A propósito, se alguém tiver a edição zero da revista, troco por Palio 2008 Flex (único dono).




Itens opcionais:
:: Para quem tem uma corrida a mais
:: A Piauí é uma revista de jornalismo literário?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Clube do assinante O Globo

Dia desses li por aí uma duríssima crítica aos assíduos integrantes de clubes – entenda clube como qualquer coisa parecida com um... grupo de pessoas que tendem a não se respeitar. “O clube é uma boa questão”, como diria algum antropólogo interpretado por Bruno Mazzeo. A multidão trás segurança, conforto. E sempre que uma propaganda cita algo do tipo “bem-vindo ao seu clube”, tente tomar um mínimo de cuidado. Esse é um ponto.

Outro ponto. Chega a ser primário falar isso aqui, mas uma boa campanha precisa ser visualmente agradável – e quando eu digo agradável, quero dizer que não pode ser poluída. Pense em cores que tenham alguma personalidade, uma fonte limpa, daquelas que tentam nos dar a impressão que é possível caminhar nas nuvens. Insira um bom ícone que transmita simpatia e bingo! Você tem algo que chama a atenção. E é por isso que os anúncios do jornal O Globo merecem a atenção deste singelo blogueiro que vos fala. A criação é da sempre ótima F/Nazca Saatchi & Saatchi.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Lentes Schilling - Enxergue melhor

Saudade de uma campanha impressa por aqui? É, eu também. Por isso, separei esses dois anúncios da marca de lentes Schilling. Quero destacar a extraordinária e irritante simplicidade com que as peças vendem um produto tão peculiar, é o que eu habitualmente me acostumei a chamar de boa propaganda. A criação é da agência chilena Unitas/RNL. Amanhã tem mais.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A importância dos blogs publicitários na comunicação

Abaixo uma entrevista sobre o blog que dei hoje de manhã para a estudante de publicidade da Unirondon Kelly Sasso. As perguntas são para uma pesquisa qualitativa que faz parte da monografia de Kelly, que tem como tema "A importância dos blogs publicitários na comunicação".

Kelly Sasso - Luciano, qual o objetivo do seu blog?
Luciano Marino -
Eu tenho três objetivos distintos. O primeiro é para me manter obrigado a escrever, costumo dizer que só escreve bem quem escreve diariamente - algo importantíssimo para um profissional de comunicação. O segundo objetivo é estar plugado no radar da Internet, captando novas ferramentas, novas mídias sociais, novos termos e tudo de novo que é lançado constantemente na grande rede. E finalmente, um blog de publicidade me faz acompanhar o que as grandes agências do Brasil e do mundo andam fazendo. Como não trabalho em uma agência de propaganda, e sim em um departamento de marketing de uma construtora, o blog me obriga a ir atrás das pautas, ler anuários, analisar trabalhos de outras áreas, e assim, enriqueço minha opinião com outros mercados consumidores.

KS - Você se considera um formador de opinião? Por que?
LM -
Sim. Pela quantidade de e-mails, ações diretas e sugestões de pauta que recebo do Brasil inteiro. O Louco Não, Publicitário é muito acessado por estudantes de comunicação, e não nego que é para esse público que ele é feito. Lembro que na época que eu fazia faculdade, os blogs estavam começando, e era uma ótima oportunidade para exercitar minhas análises das campanhas que estavam no noticiário. Creio que as pessoas que leem o que escrevo pensam com um pouco mais de critério no que está sendo abordado.

KS - Qual o assunto que você mais gosta de postar?
LM -
Depende muito da época, ainda assim a categoria que me proporciona mais prazer é a "Propagandas que embalaram minha infância". Não apenas por relembrar um comercial eternizado na memória, mas sim pelo processo de construir um conteúdo interessante em cima de verdadeiros mitos da nossa propaganda. Como são filmes de épocas em que eu era criança, descubro detalhes que passaram despercebidos na época, e isso me faz lembrar como a nossa profissão é fantástica.

KS - Qual o blog publicitário que você mais acessa?
LM -
São vários que acesso diariamente, citaria dois que mais gosto, o "Ads of the world" e o "Clube de Criação de São Paulo".

KS - Como você lida com os comentários do seu blog?
LM -
Leio todos, respondo aqueles que pedem um complemento, mas a maioria dos comentários acaba vindo mesmo por e-mail. De qualquer forma, é um bom termômetro para eu saber se o assunto gerou interesse ou não. Eu procuro sempre aprender com um novo comentário. Recentemente publiquei um post sobre a polêmica de um comercial das sandálias Havaianas e praticamente todos comentários foram bem pertinentes.

KS - Você identifica o blog como um local para a discussão da publicidade?
LM -
Não diria que trata-se de um local para se discutir alguma coisa, até pela limitação do formato. O blogueiro escreve, o leitor comenta e no máximo, temos uma tréplica. Não chega a se caracterizar como uma sociedade em busca de grandes argumentos. O blog é mais indicado para analisar uma boa sacada criativa ou mesmo para ler sobre uma campanha diferenciada que merece mais atenção.

KS - Qual a sua opinião sobre as ferramentas da web como por exemplo o podcast?
LM -
O mais importante é o blogueiro saber se a ferramenta agrega alguma coisa à proposta do seu blog. O podcast é um barato, concordo, mas nem por isso todos os blogs obrigatoriamente precisam ter. José Saramago tem um blog, o que você espera encontrar lá então? O grande gadget do momento ou um texto no melhor estilo José Saramago? Defendo que um blog, na maioria das propostas, deve ser simples, caso contrário, que vire logo um site.

KS - Como você administra o seu whuffie?
LM -
É como na vida pessoal e profissional. Você precisa saber o que está fazendo e ter coerência, é como colher maças, se você começa, tem de terminar. Muitas pessoas me perguntam se eu ganho dinheiro com meu blog, e quando respondo que praticamente pago para ter um, elas dizem que eu estou sendo um péssimo empreendedor. Eu não tenho um blog pra ganhar dinheiro, também não quero ganhar um VMB e muito menos ser citado no programa "Reclame", do Multishow. Claro que se isso acontecer não ficaria triste, mas essa não é a ideia. Minha reputação on-line é um mero reflexo do que eu escrevo no meu blog, que existe apenas para atender os três objetivos centrais que eu comentei na primeira pergunta.

KS - O conteúdo do seu blog é direcionado para um público específico? Qual?
LM -
Escrevo pensando principalmente nos estudantes e profissionais de comunicação, que buscam inspiração, entretenimento, informação ou uma boa crítica.

KS - Qual a sua opinião sobre o post pago nos blogs?
LM -
Dentro da proposta do meu blog, e de muitos outros similares a ele, não vejo coerência em um post pago porque não acho que um assunto tenha que ser empurrado goela abaixo do leitor. Se um anúncio é interessante e tem algo de original, ele vai ser postado no meu blog, se ele for comum não será postado. Eu não seria justo com meu leitor se comentasse uma campanha apática em troca de alguns trocados. Quem entra no meu blog quer ver alguma coisa bem bolada, e eu tenho que assumir esse compromisso. Também acho que não vale a pena para quem paga para ser citado em um post. Quando recebo uma proposta, analiso a peça e vejo se ela merece ser publicada. Se achar que sim, vai pro ar e eu não cobro um centavo por isso.

KS - Onde você encontra o conteúdo do seu blog?
LM -
Muita coisa vem direto das agências, que mandam como sugestão de post, diria que aproveito uns 30% do que chega a minha caixa postal. Pesquiso também na internet, em sites especializados em catalogar trabalhos publicitários, busco sempre em mais de uma fonte para afastar o fantasma da falta de credibilidade que amaldiçoa os "macacos" blogueiros. Também recebo sugestões dos leitores.

KS - Você ganha dinheiro com o seu blog? Como?
LM -
Tenho conta no Google Adsense, que gera alguma receita, mas como já disse, retorno financeiro não é o objetivo do blog.

KS - Qual a carga horária que você direciona para o seu blog?
LM -
Aproximadamente 40 minutos por dia.

KS - O conteúdo do seu blog tem alimentação colaborativa?
LM -
Fora as sugestões de pauta que recebo, o blog inteiro, textos, layout, divulgação, tudo é feito apenas por mim.

KS - Os blogs influenciam a publicidade contemporânea? De que maneira?
LM -
Os blogs são uma realidade, que foram muito bem interpretados pela publicidade. Hoje, muitas agências não têm mais um site, e sim um blog. Campanhas inteiras são muitas vezes vistas apenas em blogs, e há ainda os casos em que uma peça é veiculada - por exemplo um outdoor -, o painel é fotografado para ganhar força em outra mídia, a internet. Você não precisa estar mais em Cannes para ver a vanguarda da propaganda mundial, é possível ver isso deitado na cama do seu quarto, com o laptop aberto, em uma cidade periférica de um estado periférico. O blogs tornaram os festivais de publicidade obsoletos, e forçaram as ideias a serem ainda mais competitivas. Não me arriscaria a prever até onde isso vai dar, até porque ainda nem entendi direito a revolução.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Nada se cria

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Anúncio à esquerda:
Koning Razors
Agência: Galaxy
País: Cingapura
Ano: 1999

Anúncio ao centro:
Labelle Women Razors
Agência: Mindspace
País: Índia
Ano: 2003

Anúncio à direita:
Gillette Fusion Razors
Agência: BBDO Nova York
País: Estados Unidos
Ano: 2009